“Deu uma vontade de te ter aqui. Vontade de um abraço apertado, um beijo demorado e de ouvir tua voz. Vontade de te fazer sorrir e de rir junto. Vontade de deitar com você, falar sobre o futuro, e deixar o tempo passar. Uma vontade enorme de que seja só eu e você.”
— Cabana dos Sonhos
“Eu amo todos os tipos de sorrisos seus. Aquele de quando você está com ciúmes, você tenta escondê-lo de mim pra não demonstrar que está fumaçando por dentro, mas ele é tão lindo e irônico. Aquele de quando eu falo algo lindo e fofo pra você e você fica com vergonha. Aquele de quando você está tão feliz que é capaz de demonstrar com o brilho dos seus olhos. Aquele de quando você vê ou ler algo que te deixa surpreendido e você solta aquele sorriso assustado. E amo, principalmente, aquele que eu provoco, quando você está com raiva ou não, quando você está com nhé nhé nhé pro meu lado e eu o faço sorrir, amo ser o motivo desse sorriso mais lindo do mundo. Amo qualquer tipo de sorriso teu.”
— Brenda G.
“Não gosto de mim. Não gosto da figura torta que vejo quando me olho ao espelho, não gosto das pessoas com quem convivo. Das novidades que descubro, das falsas amizades que conquistei rapidamente por interesse. Não gosto de onde estou, não gosto de como estou, não gosto do que eu sou. Quero que o futuro chegue logo, mesmo que agora já seja o futuro de antes, eu quero um futuro novo. E não, não vou mudar nem uma palha para fazer um futuro melhor, isso mesmo, não vou me esforçar. Tô cansada, tô com fome, tô triste, tô sem ninguém, mas tô cheirosa. Tomei banho e tô esperando a noite chegar pra mim dormir um pouco e esquecer de todo o dia. Quero um sono eterno. Tô escutando uma música pra chorar mais um pouco e fazer eu me perguntar que bosta que eu tô fazendo aqui. Graças a Deus o tempo tá me roubando alguns minutos, os dias passam rápido e o futuro se aproxima. Assim como fica mais longe. Os dias passam iguais e eu tô assim. É, eu tô assim, não tô bem assim, nem mal assim, mas tô assim. Fim. Cansei e ponto, o mundo parou em uma época que eu não gostaria de ficar, mas de qualquer forma fui obrigada a aceitar, e toda e qualquer dor eu acabei de esquecer. Assim como toda e qualquer coisa boa que tiver de vir.”
— Eduarda Cadaval
“Eu quero blusas molhadas em um dia de domingo, chaves esquecidas em cima do criado-mudo, gavetas compartilhadas. Eu quero alguém que me peça para apagar as luzes do quarto, eu quero te importunar com a pasta de dentes esquecida no ralo da pia. Quero beijos, abraços, carinhos, mordidas, puxões de cabelo, arranhões e duas costas suadas e vermelhas quando a noite nos banhar. Eu quero rir do teu desespero ao se deparar com o primeiro fio de cabelo branco, e te acalmar dizendo que tua beleza ficará ainda mais evidente. Quero brigar, xingar, chorar, me arrepender. Mas que o arrependimento não dure mais que o tempo de ir à floricultura e te trazer suas rosas preferidas em sinônimo de perdão, que as lágrimas não falem mais alto que os sorrisos de quem ama. Antes de mais nada, quero arrumar uma desculpa boba para te ligar e ouvir a sua voz sonolenta. Quero te cobrir de elogios e me deparar com suas maçãs rosadas, quero bagunçar seu cabelo e tirar fotos suas forçadas. Serão as minhas preferidas. Quero assistir filmes nos dias de sol e dançar valsa sem som na chuva de inverno. Quero sentir o teu perfume naquela blusa horrorosa que você comprou e eu nunca deixei de usar. Eu quero dizer que te amo, e mais do que isso, quero te amar. Te amar quando você acordar de manhã e estiver sem maquiagem, te amar quando esconder o rosto de mim, te amar quando fizer manha para conseguir desmanchar o meu mal humor. Quero te pedir para que me deixe te cuidar quando estiver doente, te chamarei de teimosa por não tomar os remédios na hora certa e você me baterá de leve. Quero que me escreva cartas em anônimo, quero estar ao teu lado no porta-retratos da sala. Vou chegar estressado do trabalho e me derreter com as tuas insistências de carinho. Quero te ver descendo as escadas da nossa casa no campo e dizer, como se fosse a primeira vez: Você está deslumbrante. Quero acariciar o teu pescoço e te fazer fechar os olhos, correr atrás de ti só para fazer graça, bagunçar o sofá e quando cansarmos, eu vou te beijar e te fazer adormecer. Me declararei em silêncio todos os dias, olhando você dormir sem que me perceba. E quando chegar a hora, quero que pule em meus braços e diga que teremos que reformar o quarto de hóspedes. Nove meses se passarão e eu sentirei na pele o que é angústia, mas vou chorar de alegria quando o silêncio for rompido e eu ouvir um choro de criança. E depois, escolheremos o nome, pintaremos o quarto, escolheremos um berço. E você estará anda mais linda carregando um bebê com os seus olhos. Ele crescerá, me dará dor de cabeça e te fará ter inúmeros cabelos brancos, que agora você esconde com um óculos de grau e cabelos presos. Você arrancará seu primeiro dente de leite e eu descontarei uma moeda do bolso. Você me ajudará a fazê-lo dormir enquanto escondo os presentes embaixo da árvore de Natal. E quando ele já não acreditar mais, você me dirá que o tempo passou rápido demais. E virão os netos, as alegrias, as lembranças, o álbum de fotografias… Esperar. Esperar para que o tempo desenrole as nossas rugas e nos faça eternos como almas. Há quem diga que o amor não vale a pena, mas também há quem diga que só valeu a pena porque amou.”
— Cinzentos
“Porque quando você ama sente necessidade da outra pessoa. Não por dependência, carência e outras ências. Mas porque é bom estar ali, com o corpo junto, coração do lado, ouvindo a respiração. Você se sente em casa.”
— Clarissa Corrêa
“Sempre me senti diferente dos outros. Não mais bonita, não mais inteligente, não mais especial, não mais esperta, não mais maluca, não mais legal, apenas diferente. Sou diferente na forma de sentir, tudo que me toca, me toca fundo. Tudo que me alegra, me alegra muito. Tudo que me dói, dói forte, corta. Nunca tive muitos freios em matéria de sentimento. Sempre que eu quis ir, fui. Muito me estrepei. Sempre que quis falar, falei. Muito me ralei. Aprendi um pouco a calar, a tentar respirar fundo e pensar.”
— Clarissa Corrêa
“De todas as coisas que você me deu, a melhor delas certamente foi a chance de escolher, escolher você, escolher ficar contigo e atravessar com algum alívio os dias que eu quero simplesmente morrer pra não ser intimado a depor sobre o meu sumiço. Você me ensinou muitas coisas, a melhor delas, me ensinou que o amor verdadeiro sempre espera um pouco mais pelos abraços atrasados.”
— Gabito Nunes